Você pode comer de tudo, mas não precisa comer tudo

Atualizado em 11 de novembro de 2019

Por: Manuela Massara

NUTRICIONISTA | CR3 48637/3

Ao longo dos anos, cada vez mais vemos vários regimes sendo publicados na mídia: low carb, paleolítico, dukan, cetogênico, jejum intermitente, da lua… Enfim, é tanta dieta restritiva que trazem, sim, resultados, embora sejam impossíveis de manter em longo prazo.

Como resultado, a alimentação acaba sendo um incômodo, aqueles quilos perdidos voltam e, muitas vezes, a pessoa acaba ganhando ainda mais peso do que tinha inicialmente. Então, ocorre o famosos efeito sanfona: a pessoa inicia uma nova dieta, e o ciclo emagrecer-engordar-restringir se repete.

Apesar de essa ser a época na qual mais se fala em dieta, paradoxalmente é a que mais encontramos pessoas com sobrepeso e obesidade. O foco em emagrecimento se tornou muito grande, fazendo com que as pessoas restrinjam a alimentação cada vez mais em busca do “corpo ideal” – que só é visto em fotos de revista editadas, ou seja, o corpo irreal.

Com tantas restrições, a tendência é que a vontade do “alimento proibido” se torne cada vez maior. Se alguém te disser que você pode pensar em tudo, menos em um elefante rosa, o que você vai pensar? Elefante rosa, elefante rosa, elefante rosa. O mesmo acontece com os alimentos: quanto mais evitamos comer algo que gostamos, mais pensamos nesse alimento e menos tempo nos dedicamos a outras atividades do dia-a-dia. Em algum momento, isso sai do controle e nos levar a comer muito mais do que em situações normais.

Ao invés de fazer dietas restritivas e cortar o glúten, a lactose, o açúcar e o carboidrato, permita-se comer o que te agrada! Você pode comer de tudo, mas não precisa comer tudo. Ou seja, saboreie uma bela refeição com alimentos que você gosta (sejam eles considerados saudáveis ou não) e coma aquele doce que você adora.

No momento que for se alimentar, esteja atento ao seu prato: coma lentamente e respeite seu corpo, ingerindo o suficiente para estar satisfeito (mesmo que isso signifique deixar comida no prato). Dessa forma, a refeição se torna mais prazerosa e saudável.

Os textos, informações e opiniões publicadas nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo Saúde

Manuela Massara

Manuela Massara

Nutricionista vegetariana, graduada pelo Centro Universitário São Camilo, com residência em Cuidado à Saúde da Criança e do Adolescente, pelo Hospital Sírio-Libanês, e pós-graduanda em Comportamento Alimentar pelo Instituto de Pesquisa, Ensino, Gestão e Saúde. Atua com abordagem comportamental, realizando atendimentos voltados para emagrecimento, vegetarianismo e público infantil. Sua missão é auxiliar as pessoas a melhorarem suas relações com os alimentos e com seus corpos e, consequentemente, apresentando resultados positivos para a saúde. CRN3 48637