GLP-1 em comprimido: novo tratamento oral da obesidade

Food and Drug Administration (FDA), o órgão regulador de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, aprovou a nova versão do GLP-1: em comprimido e com dosagem maior do que a apresentação inicial, em caneta para injeção no subcutâneo.

“O objetivo é trazer praticidade e, principalmente, conforto para o paciente, já que nem todo mundo fica à vontade de aplicar em si mesmo uma injeção, mesmo que usando uma agulha fina e pequenina”, diz a endocrinologista Maria Fernanda Barca, doutora em endocrinologia clínica.

Pra que serve o GLP-1?

A médica acredita que, assim como já acontece com a caneta, o comprimido também será usado no tratamento da obesidade. “O GLP-1 é elaborado com uma nova molécula chamada semaglutida, que foi desenvolvida para diabéticos. Porém, como a diabetes geralmente está associada à obesidade e no excesso de peso a pessoa tende a ser pré-diabética ou ter resistência à insulina, viu-se uma resposta bastante positiva na perda de peso de quem usou a medicação inicialmente com o intuito de controlar a diabetes”.

Como a apresentação oral tem menor absorção e estão fazendo estudos com doses maiores para a obesidade, foram lançados comprimidos de 6 mg e 7 mg inicialmente.

Segundo a endocrinologista Maria Fernanda Barca, isso acontece porque, às vezes, uma pequena readequação, de, por exemplo, 0,25 mg, é suficiente para ter uma melhor resposta sobre o controle da fome e os índices de saúde ligados a essas duas doenças crônicas. E, mais importante, a pessoa não apresenta efeitos colaterais de outras drogas usadas para a obesidade, como agitação e irritação.

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