Enxaqueca em mulheres é 3 vezes mais frequente que em homens

Atualizado em 11 de novembro de 2019

NEUROLOGISTA | CRM 128847/SP

Estima-se que de cada 100 brasileiros, 15 sofram com enxaqueca. A incidência é maior entre as mulheres jovens, cujas crises chegam a ser três vezes mais frequentes do que nos homens. Pesquisadores estão tentando entender porque isso acontece.

Causas da enxaqueca em mulheres

A causa das dores de cabeça do tipo enxaqueca ainda não está complementa esclarecida, mas há suscetibilidade genética no paciente que, sob determinados estímulos, promoveria dilatação de alguns vasos cerebrais e início do processo inflamatório, que desencadeariam os sintomas de dor, náusea e intolerância à luz.

O fato de os hormônios femininos, em especial o estrógeno, possuírem efeitos no cérebro poderia explicar a maior incidência nas mulheres e também a piora durante o ciclo menstrual.

Sabe-se que 30% das mulheres apresentam enxaqueca menstrual, conhecida como a pior dor do mês, que surge até dois dias antes do fluxo ou até três dias após. Isso não significa, porém, que o fim da fase reprodutiva também marca o término das crises de enxaqueca em mulheres, já que a doença pode piorar às vésperas da menopausa, quando os níveis de estrogênio flutuam intensamente.

A enxaqueca é a segunda doença mais incapacitante do mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde, e tem diversos impactos negativos na vida social e profissional da pessoa, já que reduz a produtividade, prejudica a prática de exercícios físicos e de hobbies, afeta os relacionamentos e até mesmo a vida sexual.

Os textos, informações e opiniões publicadas nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo Saúde

Aline Turbino

Aline Turbino

Neurologista pela Casa de Saúde Santa Marcelina (SP), membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia, da International Headache Society, chefe do Setor de Investigação de Cefaleias da Residência Médica de Neurologia do Hospital Santa Marcelina. Especialização em toxina botulínica para doenças neurológicas HC-USP, título de especialista em neurossonologia USP e especialização em doenças do sono. CRM 128847