Sintomas de AVC: quais são os mais comuns?

Atualizado em 24 de julho de 2018

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Os sintomas de AVC costumam variar muito de pessoa para pessoa, porque eles dependem muito da área ou estrutura do cérebro que está sendo afetada. Da mesma forma, eles aparecem subitamente e sem aviso prévio.

Porém, de acordo com Raphael Spera, neurologista do Hospital Samaritano, em São Paulo, existem alguns sinais específicos e muito característicos que podem indicar a ocorrência de um acidente vascular cerebral.

“Existem alguns sintomas que muitos relacionam imediatamente ao AVC, principalmente aqueles que afetam somente um lado do corpo”, explica ele.

Para o médico, é necessário que tanto a própria pessoa quanto pessoas próximas a ela (especialmente as que convivem diariamente) devem permanecer atentas a possíveis sintomas de um AVC. Veja quais são eles:

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5 sintomas de AVC mais comuns

1. Fraqueza nos membros

Uma pessoa que está tendo um AVC pode sentir uma repentina perda de força nos membros superiores, inferiores ou até mesmo em ambos. Geralmente, essa sensação aparece em apenas um braço, em somente uma perna, ou tanto no braço quanto na perna de um mesmo lado do corpo.

É difícil sentir a perda de força nos dois lados do corpo ao mesmo tempo e com a mesma intensidade.

Essa falta de força pode, ainda, ser desde bem suave e chegar até a paralisia total do músculo. Por isso é bom ficar alerta: é fácil de identificar quando o músculo de algum membro está paralisado, mas não quando a perda de força é discreta.

Fique ligado também em outros sinais que podem acometer os braços e as pernas. Formigamento, dormência e sensação de picadas bem leves de agulhas também são comuns em quem está sofrendo um AVC.

2. Assimetria do rosto

É importante observar também se há assimetria no rosto da pessoa, especialmente na metade inferior. Um dos sinais mais característicos de um acidente vascular cerebral é o desvio de lábio em um dos lado do rosto.

A paralisia facial, principalmente na boca, é bastante comum entre quem está sofrendo um AVC. Mas também é bom ficar atento, porque às vezes ela pode ser tão suave que passe despercebida pelos familiares.

3. Fala enrolada ou prejudicada

Outro sintoma de AVC bastante comum é a alteração na fala, que fica meio enrolada e torna a compreensão das palavras mais difícil.

As alterações mais comuns são chamadas de afasia e disartria:

  • Afasia: incapacidade momentânea de nomear objetos, cores e números. Tem dificuldade de repetir palavras ditas pelos outros;
  • Disartria: dificuldade de articular as palavras. A pessoa consegue entender o que os outros estão lhe dizendo, mas não consegue mover os músculos da boca para pronunciar as palavras corretamente.

4. Confusão mental

Uma pessoa que está tendo um AVC pode se sentir desorientada e bastante confusa. Às vezes, perde-se a noção de tempo e do local onde está.

É bastante comum principalmente em idosos. Levantamentos dão conta, inclusive, de que uma série de pequenos derrames que provoquem esses sintomas podem acabar desencadeando demência.

5. Habilidades motoras prejudicadas

Além de ter a fala prejudicada, com dificuldade para nomear objetos simples e até para pronunciar corretamente palavras, a pessoa também ter outras habilidades motoras prejudicadas.

O ato de engolir pode se tornar mais difícil, tornando engasgos bastante recorrentes. Fica mais difícil para andar também, porque a pessoa começa a ter desequilíbrios com frequência.

Geralmente, esse desequilíbrio acontece em decorrência da perda de força em uma das pernas ou especificamente na coordenação motora responsável pelo ato de andar.

Outros sintomas de AVC

  • Vertigem;
  • Visão dupla;
  • Cegueira em um olho só;
  • Dor de cabeça intensa.

Como a família deve proceder?

Se você estiver na companhia de uma pessoa e estiver fortes suspeitas de que ela está sofrendo um acidente vascular cerebral, você pode fazer algumas coisas para ajudar e acelerar o atendimento.

A primeira coisa é não se desesperar e manter a calma. A pessoa deve ser levada imediatamente a um pronto-socorro para ser avaliada por um neurologista de plantão.

“Nesse momento, é importante informar à equipe de atendimento em que horário e de que forma os sintomas começaram a aparecer, os medicamentos que o paciente usa e possíveis doenças pré-existentes” explica Raphael Spera.

O paciente, então, será mantido em observação enquanto exames laboratoriais e de tomografia computadorizada do crânio são realizados.